Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Recuperando do batidão que abalou a família (todos bem)



Foto da Franka, que prestou assistência no local.

Um senhor de saúde debilitada atravessou o farol vermelho.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

San Francisco Large


Ces't ridicule.

Segunda-feira, Outubro 05, 2009

Night bus

Uma noite, voltando de um pub em Londres, já tardão






Peguei o night bus




Desci no ponto certo, mas andei pro lado errado, porque não conseguia ler as letrinhas miúdas do mapa no escuro. Andei, andei, andei muito, e fui parar nesse lugar surpreendente.




De manhã, uma ressaquinha ensolarada.


Terça-feira, Setembro 29, 2009

Cidades ciclistas

Esta é a esquina do hotel que eu fiquei em Viena. De manhã, havia um tráfego intenso e silencioso de bicicletas usadas como meio de transporte. Bicicletários e sinalização específica.


Para conseguir espaço para a ciclovia, a sarjeta foi preenchida com asfalto, e os carros invadiram uma das calçadas, aumentando o chamado leito carroçável.



O tráfego de automóveis é tão baixo nas vias secundárias que os ciclistas nem usam a ciclovia. Imagino que só quando um carro surja, o que se percebe pelo barulho.


A rua que vem da direita é fechada só para bicicletas.




E vai dar numa estação de metrô.





Entre o Novo Danúbio (ouvi dizer que a água é filtrada) e o Danúbio há um imenso parque, de mais de dez quilômetros de comprimento por uns seiscentos ou setecentos metros de largura, muito aproveitado por ciclistas e patinadores treinando. O acesso é feito por pontes como essa.




Nessa situação, a rua foi interrompida para automóveis e utilizável apenas por bicicletas.

Londres se diz a cidade onde o ciclismo como transporte mais cresce na Europa. Acredito que haja lá uma recomendação para o uso de roupas fosforescentes.



Semáforos para bicicletas e cavalos.


Hora do rush.


Com ciclovias seguras em cidades planas, a bicicleta é um meio de transporte muito rápido, porque o ciclista pode correr sem se arriscar.

As bicicletas de transporte são bem equipadas e tem bons freios.



Este é um moderno centro empresarial, Canary Warfh, preparado para receber os ciclistas a trabalho. Dentro de um desses prédios vi vestiários, acho que pra quem quiser se trocar, ou tomar banho, pra recuperar a compostura.


A Europa aposta firme na bicicleta como alternativa séria de transporte urbano, de forma autônoma ou conjugada com transportes coletivos. Numa cidade como São Paulo, cortada pelo espigão da Paulista, tudo se complica com as ladeiras. Lá em cima tem o inverno inclemente. Em todo lugar chove.






Sexta-feira, Setembro 25, 2009

Domingo no park

Cheguei a Londres no domingo, dia de parque, e fui ao Kensington Park, que era perto do meu hotel.


Andei até o Speakers Corner do Hyde Park, com muçulmanos brandindo o Corão, ativistas de todo tipo, e até jovens pacifistas distribuindo free hugs.


De lá vi o Marble Arch com suas bandeiras coloridas, e lembrei da “Hallelujah” do Leonard Cohen, pelo verso: “I've seen your flag on the marble arch, love is not a victory march...”


Depois passei por uma procissão de auto-flagelantes da Mão de Fátima, que gritavam e se espancavam em uníssono, devidamente escoltados pela polícia.



Continuei até passar pela Serpentine, o laguinho.


Mais a frente, já na avenida ao sul do parque, junto à embaixada, havia um grande protesto contra o presidente do Irã, muito animado.


Cheguei ao Albert Hall, onde estava pra começar uma apresentação do “Messiah” do Handel. Arrumei um ingresso ao lado da orquestra, e fiquei esperando, maravilhado, o coro de uns duzentos jovens e o gigantesco órgão cantarem o manjadíssimo Hallelujah (de novo!), quando o imenso teatro lotado ficou todo de pé. Emocionante.


No dia seguinte de manhã fui a Chiswick, um ponto meio afastado na cidade, na fiúza de remar no clube da University of London. O clube estava com o portão aberto, com o cadeado destrancado. Entrei. Contornei o edifício, e a garagem estava com uma das portas abertas, com todo o material caro exposto. Gritei, bati palmas, ninguém apareceu. Fiquei lá uns quarenta minutos esperando um barco que devia estar na água.


Lá o Tâmisa é estreito e calmo, cercado por árvores, casas e tabernas antigas, muito bucólico. Cisnes flutuavam no rio, e lembrei de outra canção do Leonardo, “The Traitor”: “Now the swan, it floated on the English River...”


Só vi um skiff subindo a corrente, seguido por um inflável a motor, com o técnico, que estranhou a minha presença lá, chegou um pouco perto, mas desistiu de me interpelar e voltou aos seus afazeres. Não me pareceu um barco do clube, pois não reconheci as pás roxas.


À noite encontrei um amigo que mora lá, e tomamos muitos pints de cerveja em vários pubs diferentes.







Quarta-feira, Setembro 23, 2009

Viena, Novo Danúbio



A foto é do dia anterior ao início das provas. Fui um pouco melhor que o ano passado, mas ainda falta muito. Quinto no single (oito inscritos), quinto no oito (seis inscritos) que teve sérios problemas e ficou bem abaixo da expectativa, quarto no double (oito inscritos).
Não era nada fácil descer o barranco carregando o oito, no grande congestionamento de gente e barcos dos dias de provas.
É um estádio de remo, e não um clube, de uso esporádico, localizado no longo parque (mais de 10km) entre o Danúbio e o Novo Danúbio, um canal artificial. Pelados pululavam pelas margens, aproveitando o fim do verão.

Segunda-feira, Agosto 31, 2009

Férias esforçadas



Dia 12 eu volto.

Quarta-feira, Agosto 26, 2009

Leonard Cohen


Do Telegraph.

No fim do ano passado a tv 20” tela curva da minha filha faleceu. Chegara a hora de comprar uma tvzona HD. Passei a 29” tela plana pra ela e, seguindo autorizados conselhos, comprei uma plasma HD 42”. Não full HD porque a diferença não seria perceptível nesse tamanho de tela, e tampouco a qualidade da transmissão aproveitaria o full HD. E contratei um serviço de TV a cabo com um harddisk pra gravar os poucos programas legais em HD disponíveis.



Sexta-feira passada vi um filme que eu tinha gravado, um documentário sobre o Leonard Cohen, “I’m your man”. Eu já conhecia há muito tempo o compositor, tenho alguns discos dele, e uma predileção, entre outras, por duas interpretações da Madeleine Peyroux, “Dancing to the end” e “Blue alert”. Aquela voz gravíssima meio sussurrada, mal deixando identificar a melodia, nunca me convenceu muito. Mas vendo no filme o sujeito simpático comentando as canções e contando passagens da sua vida, e acompanhando as canções legendadas interpretadas por um grupo talentosíssimo organizado pelos irmãos Wainright, entendi – antes tarde do que nunca - porque ele é tão cultuado. A mistura de sarcasmo, auto ironia e lirismo, nas longas letras de métrica e rima perfeita, em melodias simples que envolvem e dão muita liberdade ao intérprete, é uma receita explosiva. E só vendo o filme fiquei sabendo que a excelente “Hallelujah”, batida na série “The OC” e no “Shrek” é do Cohen, na versão do próprio Rufus Wainright.




Confiram a valsinha country “The Traitor”, por Martha Wainright, tirada do filme (pelo o que eu entendi, a incorporação do filme aqui foi vedada por solicitação), que narra de maneira enviesada a história de um casal que permanece junto depois que o amor acaba, segundo entendi.

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

A raia da USP é mais limpa que muita praia boa




Foto daqui.

pena que seja proibido nadar.

São Paulo, 13 de agosto de 2009


AMOSTRA: Água da raia

INTERESSADO: CEPEUSP

TÉCNICA: Determinação de E.coli através da Técnica dos Tubos Múltiplos, segundo APHA 1995, usando o substrato cromogênico /fluorogênico Colilert.


Data da análise
Local
Local da coleta
E.coli /100mL

12/08/09

Raia/USP
Portão Jaguaré
20
Portão de Embarque
40
Portão Fepasa
<20
Conclusão: De acordo com a Resolução CONAMA/274 de 29/11/2000, as amostras analisadas apresentaram padrão microbiológico excelente para recreação de contato primário.


_______________________________________________
Prof. Dr. René P. Schneider

Depto de Microbiologia ICB/USP

Sexta-feira, Agosto 21, 2009

Vai cumê sua mãe



Tem um porquinho igual a esse, em lilás, no começo da Heitor Penteado, assinado por uma tal de Vegan Crew.

Foto do .francisco.

Quarta-feira, Agosto 19, 2009

O Bradesco alienou a Sprinter do Tio Luiz no Detran





da Bahia e não quer devolver.


Outro exemplo de consumidor tentando fazer justiça com as próprias mãos, com mais de cinco milhões de acessos:

Sexta-feira, Agosto 07, 2009

Mini rotatória


Nem tudo o que "eles" fazem está errado. A mini rotatória que vem sendo implantada pelo CET é uma invenção simples e boa, mas a maioria dos motoristas não sabe usá-la. Nas ruas onde foi instalada, a tendência dos motoristas é continuar a respeitar a preferência antiga. Este é o erro. Na mini rotatória, a preferência é de quem chega antes, se houver espaço na direção que se vai além do círculo. Se não houver espaço, inverte-se a ordem da preferência, e assim o trânsito pára o mínimo possível. Parece difícil mas não é. Basta manter o círculo mágico livre. Outro erro que se faz é quando passa o primeiro carro o que vem atrás "aproveita o embalo" e vai junto, fazendo o carro que vem de outra direção esperar. Tá errado! Quando há espaço nas duas direções depois do círculo, vale a regra "um de cada lado", já consagrada pelo costume do motorista paulistano em outras situações, na verdade o respeito à regra da preferência de quem chega primeiro.

Quarta-feira, Agosto 05, 2009

Ai, ai, ai


Segunda-feira, Agosto 03, 2009

Bike commuter



http://www.bikerumor.com/category/commuter/page/3/

Outro dia fiz uma experiência como bike commuter (como os anglófonos chamam aqueles que usam a bici como meio de transporte cotidiano), uma simulação de como seria usar a bici pra chegar ao trabalho. Moro no Alto de Pinheiros e trabalho no Centro. Tenho que atravessar a Vila Madalena pra alcançar o espigão da Paulista, o que não é mole. Então, estudei no Google Earth o melhor caminho, do ponto de vista altimétrico, um caminho pelo qual eu só subisse, até chegar no espigão, para que não tivesse que subir duas vezes a mesma ladeira, por assim dizer.

Pedroso de Morais, Moras, Simão Álvares, Aspicuelta, Simpatia, Praça Horácio Sabino (essa foi a subida pesada), Cristiano Viana, Heitor, e ufa, Dr. Arnaldo. Praticamente só subi durante todo o trajeto. Daí em diante, só moleza: Dr. Arnaldo e a descida da Consolação. A partir da D. Antônia de Queiroz, um momento de verdadeira tensão, causado pelo excesso de velocidade pra minha bici de 130 reais e freios à altura. Comecei a brecar uns 70 metros antes da Maria Antônia.

Fui e voltei em menos de uma hora, uns vinte e cinco quilômetros, com roupas esportivas, e no pouco trânsito do domingo de manhã. Cheguei suadão. Pra poder trabalhar, teria que tomar banho e me trocar lá. Ainda tem a chuva e o frio. Por enquanto fica pra andar perto de casa.

Quinta-feira, Abril 23, 2009

Medalhinha


www.lazeronline.com.br

Corri sábado a tal regata, e cumpri mais ou menos os meus objetivos. Estavam inscritos, por faixa de idade, um A (até de 34 anos); um B (menos de 43 anos); dois Cs (até de 49 anos); um D (até 54 anos) e um F (mais de 60). Eu que sou um dos Cs, achei que chegaria em terceiro no tempo real, atrás do A e do B. Cheguei atrás do A e na frente do B, o que seria ótimo se o meu tempo não tivesse sido tão ruim, muito pior que em outras oportunidades. Talvez eu tenha saído muito forte, porque passei os 250 metros na frente; talvez eu e o barco estivéssemos muito pesados, mais do que em outras provas; certamente não remei bem, porque não sei remar bem. O fato é que fiquei em terceiro no tempo corrigido, atrás do A e do F. Foi muito frustrante pra mim, que esperava bem mais. O meu tempo foi muito pior do que o de quem eu esperava bater, que correu em outra bateria, e ganhou. Piorei. Treinei, treinei e piorei.

Treinei domingo com raiva, sozinho na água, por mais de uma hora. E segunda, num sítio nas montanhas, saí pra dar uma corrida e literalmente me arrebentei (nenhuma lesão), correndo no terreno acidentado por mais de duas horas, perdido e sem água. Estou com os músculos da perna inflamados e doloridos até agora. Descansei na terça, e voltei ao todo-dia, exasperando o novo técnico com a minha dificuldade de remar limpo e relaxado, sem deixar o remo patinar por excesso de força. Parece que esse é o segredo de fazer o barco andar sem se esgotar. Dia primeiro tem mais.

Quarta-feira, Abril 15, 2009

Soutenabilité


Illustration by Remie Geoffroi

Sempre impliquei um pouco com a expressão “desenvolvimento sustentável”, degringolada depois em “sustentabilidade”. Parece que foi popularizada em 1985, por uma comissão da ONU de meio-ambiente e desenvolvimento, conhecida por “Comissão Brundtland”, que em seu relatório vinculou, sob este conceito, o desenvolvimento necessário a suprir as necessidades do presente com a manutenção das mesmas ou melhores condições, em termos de recursos naturais, para as gerações futuras.


Sustentabilidade é uma expressão que contém um raciocínio um pouco complicado, porque o que se sustenta não é o desenvolvimento, como pareceria de uma leitura direta à primeira vista, mas os recursos naturais e o ambiente. Sustenta no sentido de não degradar ou exaurir. Sustentar o desenvolvimento seria apenas manter o ritmo de crescimento, mas a idéia de sustentabilidade é quase oposta, de desenvolver-se andando sobre ovos. Bilhões de humanos mais ou menos famintos engalfinhados com os governos, corporações e latifundiários, na criação das escassas (por definição) riquezas, me parece mais o famoso elefante na loja de cristal

Quarta-feira, Abril 08, 2009

Paga

Hoje perdi a hora, me atrasei e não fui de bicicleta. Como diz o ditado, a cabeça não funciona, o planeta paga.

Sexta-feira, Abril 03, 2009

Que bonito é


Reuters

We start from the belief that prosperity is indivisible; that growth, to be sustained, has to be shared; and that our global plan for recovery must have at its heart the needs and jobs of hard-working families, not just in developed countries but in emerging markets and the poorest countries of the world too; and must reflect the interests, not just of today's population, but of future generations too. We believe that the only sure foundation for sustainable globalisation and rising prosperity for all is an open world economy based on market principles, effective regulation, and strong global institutions.




Da declaração oficial do encontro do G20.
Atualizando em 6.4, o pulo do gato em negrito.

Quinta-feira, Abril 02, 2009

rotina

Segunda, velocidade 12km, corrida 4,5km; terça, rodagem 12km, musculação resistência; quarta, rodagem 12km, corrida 4,5km; quinta, rodagem 12km, musculação força; sexta, rodagem 12 km, corrida 4,5km; sábado, rodagem 12km, corrida 4,5km; domingo, rodagem 12 km. Descanso no dia em que acidentalmente faltar. A semana passada foram dois, esta já um.

Terça-feira, Março 31, 2009

Louco pra ganhar


Última das 120 a 130 remadas de uma prova.

A próxima corrida está a algumas poucas semanas, e vou correr sozinho, aqui mesmo. Imagino que eu esteja melhor do que na minha última em single, em novembro, em PoA, mas nunca dá pra saber o quanto se está andando em relação aos outros. Circulamos pela raia, e temos alguma idéia, pelo ponto que cruzamos um com o outro, mas nunca se sabe quem fez a volta um pouco antes, ou parou pra beber água. Acho que eu tenho uma chance real, mas pode ser só ilusão. Terei problemas com o handicap, pois estou no fim da minha classe, e há quem esteja entrando agora, com seis ou sete anos a menos. Também não sei como andam os que treinam em outros horários. Estou treinando o máximo que o meu corpo agüenta, eu acho. Espero que as socializações alcoólicas ocasionais não atrapalhem muito.

Terça-feira, Março 24, 2009

Gran Torino


A Pedalada Pelada ou Peladada 2009, com a qual tive contato através do conhecido programa educativo “Pânico na TV”, despertou em mim uma inesperada consciência ecológica. Não que eu não me preocupasse com o aquecimento do planeta e a degradação do ambiente, mas ainda não tinha realizado a possibilidade de tomar medidas individuais concretas, fora talvez ficar um pouco mais atento ao consumo de água, energia e papel, e reciclar lixo.

Já faz cinco dias que estou indo de bicicleta para a raia da USP, economizando mais ou menos um litro e meio de combustível por dia. E, refletindo sobre o tema, comecei a achar cada vez mais absurda a utilização de automóveis de grandes motores de seis ou oito cilindros, como o Gran Torino 1972 do simpático filme do Clint Eastwood. Se um carro 1.0 já é um grande produtor de gases estufadores, o que dirá de um 2.0, 3.0, 4.0, 5.0 ou mais? Não deveria ser este o próximo alvo dos ativistas ou passivistas (como diz o Pânico)? Se o automóvel é nocivo, mas tolher o seu uso pela população é muito difícil, porque não negociar um primeiro passo?

Todo mundo sabe que grandes motores são associados à virilidade. A sensação de força e eficiência da máquina são sedutoras, para os homens e marias-gasolina. Eu aprendi a dirigir num V-8, e o torque, a potência, e a pouca vibração que este tipo de motor produz (por causa dos vários cilindros contrapostos) são absolutamente cativantes, pra quem gosta de carro. Mas eu não pestanejaria em legislar, tivesse eu este poder, que MOTORZÃO É CRIME.

Sábado, Março 21, 2009

Primeirão


A foto é da regata do sábado passado, campeonato estadual. O barco que chegou na frente é aquele do qual só se vê o bico. Depois dele chegou o dos uniformes vermelho e branco, e por fim o nosso, em primeiro plano. Os tempos foram respectivamente 3'14", 3'16" e 3'23". Só que o barco vermelho e branco tem guarnição classe master "A", ou seja, garotões que ainda correm as provas senior de 2000 metros. Aquele que chegou na frente, também, três competidores de elite mais um master master, pra subir a média, que foi pra "B". O nosso tem dois "C" (entre os quais me incluo) e dois "D", e a média deu "D". A federação se atrapalhou nas contas do handicap e aumentou 9 segundos o tempo do "A", e 6 segundos o tempo do "B", o que nos dava o segundo lugar. Corrigido o erro, uma semana depois virei o primeiro. Estava demorando. Pelo regulamento, mas vencedor.

Sexta-feira, Março 20, 2009

BiCi


Moro a exatos três quilômetros do portão da raia da USP, segundo o Google Earth, se considerado o atalho pela alça da ponte da Cidade Universitária, franqueado a pedestres e ciclistas. É um trajeto seguro e agradável, por ruas tranqüilas até a alça da ponte, e de feio e barulhento só tem a ponte mesmo. Dá uns vinte minutos trotando, uns dez minutos de bicicleta, e cinco minutos de carro. Mas de carro, na hora de voltar, já se pega um pouco de trânsito, o que pode dar uns 15 ou mesmo 20 minutos nos piores dias. Fui muitas vezes correndo, mas achei que isso consumia muito da energia necessária para o treino em si, e acabei comprando uma bicicleta de cento e poucos reais, pela internet. Acho que de carro eu gasto um litro e meio de gasolina pra ir e voltar, considerando o trajeto um pouco maior e o trânsito que se pega na volta, o que dá uns R$3,60 por dia, o que dá uns 86 reais a cada quatro semanas. Ou seja, em dois meses paguei a bicicleta. Em um ano dá mais de mil e cem reais, o que dá pra voar uns quatro mil quilômetros. Fora que dá certinho pra fazer um aquecimento e esfriamento adequados. O problema é que quando está frio, ou se está atrasado, ou se está com preguiça, usa-se o carro. E depois de uns seis meses de bicicleta, abandonei completamente o veículo, que jaz com pneus murchos encostado em uma parede. Hoje fui com uma bici emprestada, e apreciei pedalar tranqüilamente pelas ruas vazias, na hora fria que antecede a aurora. E agora, como querem os arautos pelados das pedaladas, é uma questão de sobrevivência.

Quinta-feira, Março 19, 2009

Cool




Como contei no antepenúltimo post estive em Buenos Aires no carnaval, e aproveitei a oportunidade para comprar alguns bons vinhos pela metade do que se paga aqui. Logo depois fomos atropelados por aquela incrível canícula saariana, e comecei a temer pela integridade do precioso líquido, ao que dizem sensível a variações de temperatura e calores excessivos. Esta circunstância me impeliu a ir atrás de um antigo sonho de consumo – pra usar a expressão desgastada, porque não sonhava tanto assim – uma “adega climatizada”, ou seja, uma geladeirinha pra vinhos, ou um frigobar especializado. Um perfeito símbolo de status pequeno burguês.

Entre tantas ofertas nas lojas online fiquei meio perdido na escolha das dimensões e modelos, de preços tão díspares. É claro que as caríssimas devem ser ótimas, mas não achei o caso de gastar muito. Assuntei com alguns proprietários e concluí que, para as minhas pretensões comedidas, uma de 30 garrafas seria suficiente. E fui tentar descobrir as características técnicas desejáveis.

Não basta ser uma geladeira com suporte de garrafas. Tem que ter um termostato para manutenção de temperatura constante independente das variações externas, e poucas vibrações, que ao que consta também prejudicam o armazenamento a longo prazo, a chamada guarda, que os vinhos de maior qualidade suportam e agradecem. E, dependendo de onde se vai colocar – de preferência perto de onde se bebe, e porque não, onde as visitas possam vislumbrar o símbolo do seu gosto refinado – baixo nível de ruído.

A breve pesquisa me levou às adeguinhas com o chamado sistema termoelétrico de refrigeração, baseado no efeito Peltier, que não utiliza o compressor, eliminando de uma só tacada a vibração e o ruído. Agora está lá, debaixo da escada, visível ao observador atento, ronronando imperceptivelmente, e mantendo o meu pequeno tesouro a declarados 16ºC. Tão legal que dá pena de beber.

Segunda-feira, Março 09, 2009

Uma questão de saúde pública

Prezados senhores,

Há onze anos moro muito próximo ao Parque ****, espaço que sempre utilizei para a prática de corrida. Nos últimos anos tenho ido com menos freqüência, pois pratico outro esporte em outro lugar. Mas já participei de dois grupos de corrida organizados que treinavam lá, sob orientação técnica. E aprendi, não só dessas fontes como de muitas outras, que o piso de concreto não é adequado para a prática da corrida, pois a sua elasticidade é praticamente zero, ao contrário do asfalto, que tem um bom coeficiente de amortecimento para o forte impacto que a corrida produz nas articulações inferiores do corredor, especialmente joelho e calcanhar. Ou seja, qualquer profissional do ramo dos esportes, seja atleta, preparador físico, treinador, técnico ou professor, ou ligado à medicina esportiva, como ortopedistas, fisioterapeutas, e quiropratas, sabe que correr no concreto aumenta muito o risco de lesão no corredor. Mas o fato é que muitos corredores de fim-de-semana, como os que freqüentam o parque, não sabem disso, e são obrigados pela administração do parque, através da sinalização, a correrem no concreto ao invés de o fazerem no asfalto, sob pena de serem admoestados pelos seguranças. É claro que este grave erro administrativo, de destinar as pistas de concreto aos pedestres, e as pistas de asfalto aos ciclistas, irá produzir uma enorme quantidade de lesões nas articulações dos frequentadores do parque, transformando em mal o que só deveria fazer bem. Muitas soluções são possíveis, como possibilitar a coexistência de corredores e ciclistas - que têm na verdade um ritmo muito parecido, já que a velocidade das bicicletas está limitada a 10km/h; ou delimitar uma faixa no asfalto para a ciclovia, como no Parque do Ibirapuera; ou transferir a ciclovia para o concreto. O que é inaceitável, inadmissível porque perigoso para a saúde e assim contrário ao bom senso é obrigar os corredores a utilizarem o concreto. No aguardo de solução urgente,

P.
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Boa tarde,
Agradeço seu contato, trabalhamos muito para que o Parque se torne um local agradável para lazer e a prática de esporte para todos os usuários, estamos trocando o piso de concreto por um piso inter-travado que é mais macio e absorve a água das chuvas não permitindo a impermeabilização do solo, já concluímos nesta semana uma primeira etapa, trocando mais de dois mil metros quadrados do concreto pelo intertravado, esperando em breve trocar o restante, e infelizmente a coexistência de ciclistas e pedestre na mesma via é inviável, os seguranças nos finais de semana trabalham muito no sentido de orientar os usuários e prevenir acidentes, durante a semana de segunda a sexta liberamos a ciclovia para pedestre, porque o movimento do Parque nos permite essa prática mas mesmo assim eles acontecem. De qualquer maneira *****, estou aqui na Administração do Parque sempre a sua disposição para podermos achar uma solução, volto a te dizer que estamos trabalhando pelo bem estar e não queremos de maneira alguma prejudicar quem quer que seja. Obrigado,
J************
Diretor do Parque ***********
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Agradeço a pronta resposta e admito o meu desconhecimento da situação atual do parque, no sentido de ser a vedada a utilização das vias de asfalto aos pedestres apenas nos fins de semana (por isso expliquei não ser mais um frequentador assíduo do parque). Sem dúvida a substituição do concreto (piso rígido) pelo piso inter-travado (piso semi-rígido) diminui o problema, mas ainda assim é um piso menos adequado à corrida do que oasfalto (piso flexível).Não sou especialista em nenhum dos assuntos, mas na minha experiência de senso comum posso afirmar que o parque pode ser adequado para a prática de corrida pedestre intensa e de alto nível, sem prejudicar os demais frequentadores, enquanto a prática do ciclismo, prudentemente limitada aos 10 km/h, permite apenas o passeio recreativo, uma vez que o ciclismo de alto nível necessita espaços muito maiores e velocidades muito mais elevadas. Assim sugiro sejam consultados especialistas para que seja traçado um trajeto tão longo quanto possível, em piso adequado, para a prática de corrida, com quilometragem demarcada, facilitando a prática deste esporte cada vez mais popular e intensamente praticado, para o qual o parque é evidentemente vocacionado (prioridade 1). A ciclovia, destinada aos passeios recreativos, pode ser demarcada nos trajetos restantes (prioridade 2), uma vez que para as bicicletas tanto faz ser o piso de concreto, intertravado, ou asfalto.Agradecendo mais uma vez a atenção dispensada, e insistindo na ausência de propósitos egoísticos na sugestão, por não ser mais um corredor assíduo do parque, subscrevo-me,
Atenciosamente,
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Boa tarde ******, gostei de vc, precisamos nos conhecer, como te disse estou a sua disposição na adm do Parque, um abraço, ******
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******, acho ótimo. Qual o melhor horário?
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Estou sempre aqui no Parque *****, raramente saio. e qdo. saio é para alguma reunião fora do parque, veja qdo. é bom para vc, e me liga marcando, um abraço, ******
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VOU?

Quinta-feira, Março 05, 2009

PL 4547/2008

Prezado Deputado,
Cachaça de Alambique, Cachaça de Coluna ou Aguardente de Cana-de-Açúcar: seria mais coerente a utilização de só duas denominações, “cachaça de alambique”, que especifica uma qualidade no modo de fabricação, e “cachaça”, a denominação genérica. “Cachaça de Coluna” é ridículo e inútil, e “Aguardente de Cana-de-Açúcar” não diz nada, contraria a denominação que se quer reforçar. É a simples definição de “Cachaça”.

Estandardização: embora seja um anglicismo há muito reconhecido, é danado de feio. Porque não “padronização” mesmo, ou a derivação de “estandarte”, de mesma origem que “standard”, “estandartização”, também aceita?

Vasilhame: o litro deve ser obrigatório, como de praxe nos destilados, para não confundir o consumidor quanto a quantidade.

Rótulo e regulação: deve constar do rótulo se o produto é “engarrafado na origem” ou alhures, uma garantia ao consumidor de não adulteração posterior; e informações sobre envelhecimento em madeira (qual madeira), e adição de açúcar, melado ou rapadura para adoçamento ou colorização, características que devem ser regulamentadas para não desvirtuar a cachaça.

Cachaça x rum: “Art. 5º Para efeito desta Lei, entende-se por Cachaça de Alambique e por Cachaça de Coluna ou Aguardente de Cana-de-Açúcar todos os fermento-destilados produzidos no Brasil, elaborados a partir do caldo da cana-de-açúcar, do melado e da rapadura”. S.m.j., a cachaça é feita só do caldo de cana-de-açúcar. Melado e rapadura podem ser adicionados depois para adoçar e colorir a bebida – eu particularmente sou contra, e pode induzir o consumidor a erro quanto ao envelhecimento em madeira, que também altera a cor da bebida. A adição do melado na fermentação, ou melhor, a própria fermentação do melado, não é característica do rum?.

Deve ser estimulada a produção de cachaça sem quaisquer aditivos, mesmo melado e rapadura, e já que se procura qualidade, porque não limitar a cabeça e a cauda a 15% cada?

Eu gosto de branca, não envelhecida e não adoçada.

Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

Remero em Porto Madero




Domingo de carnaval, usufruindo das benesses do Mercosul, inconformado com as barreiras alfandegárias ao bom vinho de lá, flagrei este desinibido e exposto esportista metropolitano. Há quem tema que o vinho barato argentino possa matar o vinho barato de cá. É provável. Quanto aos bons, com ou sem proteção não se compara. Preconiza-se um valor fixo por garrafa, independente do preço, o que derrubaria a importação do barato, e baratearia os bons. Perderíamos alguns dólares para eles, mas eu tenho certeza que não é essa a questão. É o trocado aos cofres públicos.

Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009

Massa, matéria, dinheiro


“Matéria atrai matéria, na razão direta das massas, e na razão inversa do quadrado das distâncias”. Vi a primeira vez a fórmula da gravidade de Newton em algum dos livros da coleção infantil de Monteiro Lobato, um daqueles em que o Visconde de Sabugosa tem um papel importante, e a turma viaja pelo Sistema Solar cheirando pó de pirlimpimpim. Outro dia, pensando sobre as bolhas dos mercados e a crise, países pobres e países ricos, lembrei do dito popular “dinheiro chama dinheiro”. E não pude deixar de fazer o paralelo entre os dois enunciados. “Dinheiro atrai dinheiro, na razão direta das massas, e na razão inversa do quadrado das distâncias”. Quanto mais rico, mais rico, e quanto mais pobre e mais longe do dinheiro, mais pobre.

Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

Globalista


abc news

O que anda pela minha cabeça, além dos piolhos (externos) e minhocas (internas) de sempre, é a velha discussão em torno do futuro do mercado globalizado, aquecida pela crise mundial global total, entre os defensores do livre comércio e os protecionistas. Estou iniciando a leitura do livro para leigos, “Bad Samaritans – The Myth of Free-Trade and the Secret History of Capitalism”, de Ha-Joon Chang, um economista coreano que esteve por aqui há algumas semanas, professor de Cambridge e chapa do prêmio Nobel Stiglitz, que ao que parece repete as mesmas idéias em vários livros, e vou saboreando o seu inglês fácil de estrangeiro pra me manter também eu globalizado. É engraçado como o que ele diz, ou disse, em 2007, contrasta com o que estamos vendo dia a dia nos jornais, os EUA levantando a bandeira do protecionismo pra reduzir a velocidade da sua acachapante marcha de desemprego, e o Brasil armando uma força-tarefa para ir à OMC em defesa do livre comércio. Chang acha que o comércio entre países deve ser ponderado por regras de equilíbrio, pois não se pode pôr no mesmo ringue um lutador de sumô de duzentos quilos para lutar com um etíope de quarenta e cinco. Diz que a história não deturpada pelos ricos mostra que os ricos só ficaram ricos com medidas protecionistas, e o papo do livre-comércio é imposição dos ricos pra enfiar seus produtos à vontade nos pobres, por eles nunca adotado. E que os ricos, depois que ficam ricos, chutam a escada pra ninguém mais poder subir. E que a OMC, o FMI e o Banco Mundial são instituições controladas pelos ricos para enfiar goela abaixo dos pobres o livre comércio, condicionado os empréstimos e ajutórios à adoção das políticas do mau samaritano. O rei Obama está nu?

Terça-feira, Fevereiro 03, 2009

ALOHA